domingo, 8 de dezembro de 2013

Descrição e Audiodescrição

A atividade foi bastante interessante pelo fato de nos instigar a conhecer melhor uma ferramenta ou estratégia desenvolvida e realizada por pessoas videntes ainda pouco utilizada na nossa prática pedagógica, mas que pode ajudar na compreensão dos conteúdos pelas pessoas cegas.
 
Considerando a Audiodescrição como uma ferramenta da tecnologia assistiva a serviço da inclusão social, representa acessibilidade comunicacional de pessoas cegas e com baixa visão, possibilitando a transmissão de informações que, inicialmente, estariam disponíveis apenas no plano visual, a exemplo de imagens estáticas (tais como fotografias), cenas dinâmicas (veiculadas no cinema, TV ou teatro), além de textos e legendas impressas.

Com relação a descrição de imagens, temos  como características a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito por parte de quem a realiza.
No caso da audiodescrição, seu uso de forma pedagógica, pode proporcionar a alunos com Deficiência Visual e Baixa Visão acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo oferecido aos demais eliminando algumas barreiras enfrentadas como o acesso a materiais bibliográficos, imagens e vídeos, assim como favorecer o acesso a atividades lúdicas como as histórias em quadrinhos, literatura infantil visando trabalhar conceitos, personagens, compreensão, interpretação e produção textual através das descrições.

 
 

domingo, 20 de outubro de 2013

ATIVIDADES A SEREM APLICADAS A EDUCANDOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

Apresentaremos abaixo, dois instrumentos interessantes a serem trabalhados em atividades para educandos com Deficiência Intelectual também. Espomos três atividades, uma com Alinhavo de números e vogais e outra com a Escala Cuisenaire (ver imagem abaixo).

Alinhavos números e vogais

Temos o alinhavo, material pedagógico composto por Números e Vogais perfurados a serem alinhavados com um barbante contornando-os, formando letras ou números. Ao realizarmos poderemos estimular a coordenação motora, facilitar a iniciação da escrita, além de trabalhar o tema exposto, números e vogais, o raciocínio lógico e a percepção da mão dominante (canhoto ou destro). São atividades inerentes a necessidades diversas com foco na aprendizagem do educando a partir do desenvolvimento da coordenação motora, raciocínio lógico matemático, etc.

Alinhavos Números e Vogais
FONTE: www.casadoeducador.com/busca.php?


Escala Cuisenaire

As barrinhas coloridas foram confeccionadas e criadas pelo professor belga Emile-Georges Cuisenaire (1891–1980), em destaque abaixo.

Criador da Escala Cuisenaire

Também chamada de Escala Cuisenaire, é simples e ajuda na construção de conceitos básicos de matemática.
O material favorece a correspondência entre as estruturas mentais da criança e a relação que ela estabelece com as peças, através das atividades trabalhadas.
Pode-se trabalhar sucessão numérica, comparação e inclusão, as quatro operações, o dobro e a metade de uma quantidade, frações.
Cuisenaire só ficou conhecido fora do seu país, mais tarde, quando o educador egípcio Caleb Gattegno, radicado na Inglaterra e internacionalmente famoso por suas pesquisas em educação infantil, recebeu um convite para conhecer o homem que ensinava números com barras coloridas. Se encantou ao ver o material e passou a divulgar o trabalho de Cuisenaire, a quem chamava de Mister Rods, Senhor Barrinhas em português. O professor belga tornou-se conhecido em todo o mundo.

Seguem duas atividades dentre muitas outras que podem ser desenvolvidas:

# Jogo “Diminuindo a Barra:
Cada um do grupo recebe uma barra laranja. Cada um, na sua vez, joga o dado (1, 2, 3) o número que sair na face será a quantidade que o aluno tem de tirar de sua barra e terá de trocar a barra menor correspondente. O primeiro que conseguir ficar sem a sua barra, vence. Caso o aluno só tenha a barra, por exemplo, vermelha e no dado sair o número três ele não poderá se livrar da sua barra. Só se sair o número exato.

Obs: a quantidade de participantes será de acordo com a de material conforme os objetivos a serem alcançados em cada situação.
# “Descubra a subtração”. Faça o registro dos números correspondentes e o resultado.
• laranja – verde-claro =
• marrom – lilás =
• amarela – vermelha =
• azul – branca =
• verde-escura – verde-clara =

Escala Cuisenaire

A aplicação das atividades, assim como, o seu êxito depende da motivação, boa vontade, oportunidade e criatividade na aplicação, no desenvolvimento valorizando as potencialidades de cada pessoa que participa. Vamos lá, somos capazes de fazer a diferença!

Fonte: http://luciameyer.blogspot.com.br/2010/06/escala-cuisenaire.html

sábado, 7 de setembro de 2013

Comunicação Alternativa!

A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
A CA pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Tecnologia Assistiva seria a tecnologia destinada a dar suporte (mecânico, elétrico, eletrônico, computadorizado etc.) a pessoas com deficiência física, visual, auditiva, mental ou múltipla. Esses suportes, então, podem ser uma cadeira de rodas de todos os tipos, uma prótese, uma órtese, uma série infindável de adaptações, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidade pessoal (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho e outras).
Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário.
O termo Comunicação Aumentativa e Alternativa foi traduzido do inglês Augmentative and Alternative Communication - AAC. Além do termo resumido "Comunicação Alternativa", no Brasil encontramos também as terminologias "Comunicação Ampliada e Alternativa - CAA" e "Comunicação Suplementar e Alternativa - CSA".
O que é o PCS?
Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.
Figura 1. Prancha de Comunicação com PCS
Descrição de imagem:
Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS (símbolo de comunicação pictórica) cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).
O que é o software Boardmaker?
Board significa "prancha" e maker significa "produtor". O Boardmaker é um programa de computador que foi desenvolvido especificamente para criação de pranchas de comunicação alternativa. Ele possui em si a biblioteca de símbolos PCS e várias ferramentas que permitem a construção de recursos de comunicação personalizados.
Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.
Figura 2. Pasta de Comunicação com letras do alfabeto e números
Descrição:
Sobre uma mesa está uma pasta de comunicação e nela, há uma prancha que contém as letras do alfabeto e os números. O usuário está apontando o dedo indicador na letra "X". Que poderia ser utilizado, também, uma ponteira fixada a cabeça do usuário, caso não tenha os movimentos dos membros inferiores e superiores.
Habilidade funcional:
Ampliação do repertório comunicativo que envolve habilidades visuais, motoras, de expressão e compreensão, etc., devendo ser usada em casa ou na escola.
Dados disponibilizados em http://www.assistiva.com.br/ca.html. Em 08 set. 2013.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

É NORMAL A CRIANÇA SE MASTURBAR

A curiosidade inata da criança a leva naturalmente a explorar seu próprio corpo. Ao fazer essa sondagem percebe que ao tocar diferentes partes de seu corpo algumas lhe proporcionam maior prazer que outras. Isso ocorre sobretudo ao serem tocados os órgãos genitais, cuja zona é de maior sensibilidade, portanto causando maior prazer. Diante de tais sensações agradáveis a criança passa então, a repetir a experiência com a finalidade de obter satisfação. E essa satisfação encontra na masturbação sua principal fonte de prazer. É preciso portanto, nesse momento em que foi descoberta essa nova de entretenimento, a criança possuir outros interesses, outras atividades que estejam igualmente à seu gosto, pois assim evitará da utilização da masturbação como seu mais considerável meio de adquirir prazer. Dessa forma, quando a criança masturba-se moderadamente, atitude esta normal no desenvolvimento sexual infantil praticado por todas as crianças, os adultos não precisam se preocupar, desde que a criança tenha outros interesses e essa atividade não se torne um hábito. Nesses momentos os adultos responsáveis pela criança devem evitar agir de maneira maliciosa, lembrando que a criança ao tocar seus órgãos sexuais agem com a mesma naturalidade com que procederia ao levar a mão a qualquer outra parte de seu corpo. Portanto, quando a criança masturba-se habitualmente, os adultos deverão agir de maneira muito hábil na tentativa de eliminar esse procedimento. O melhor que se tem a fazer é tentar descobrir a causa de tal atividade. O primeiro cuidado, deverá ser com a higiene da criança. É necessário que se mantenha o asseio da criança, pois sua falta poderá provocar irritações, e estas poderão causar excitações e isso a levará a colocar a mão no local continuamente. Outra causa pode ser o sentimento de solidão ocasionado por um relacionamento insuficiente, pela falta de contato com outras crianças, assim usará a masturbação como uma recompensa satisfatória. O ciúme que a criança sente pelo relacionamento entre seus pais, tanto com pessoas estranhas como no convívio entre pai-mãe, também pode desencadear atitudes masturbatórias. Os adultos devem procurar compreender tais atitudes a fim de poder ajudar a criança, e acima de tudo conversar com ela, propor alternativas de entretenimento e atividades de lazer que substituam o prazer obtido através da masturbação para que a criança não sofra punições por tais comportamentos e elabore adequadamente sua sexualidade.
Texto da Psicopedagoga Eliane Pisani Leite, publicado no endereço abaixo.
FONTE: http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=173. Acesso: 02 set. 2013.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Encoprese Infantil

Encoprese é uma doença relativamente comum na infância que continua a ser mal compreendida, por esta razão, é importante explicá-la mais uma vez.
“Do grego em-kópros-osis, etimologicamente, processo patológico não inflamatório que afeta a defecação” (Miguel Ângelo Simon).
Encoprese Infantil denomina uma situação de dificuldade que algumas crianças apresentam para controlar adequadamente os esfíncteres. Pode-se constatar através de variações na quantidade e consistência de fezes na cueca ou calcinha e em outros lugares impróprios, na ausência de patologia orgânica.
Diversos estudos realizados com criança puderam constatar que a encoprese é uma doença Psicofisiológica do trato gastrintestinal “no qual se constata a existência de uma importante interação entre eventos ambientais, hábitos comportamentais, experiência emocional e fisiologia anorretal.” (Simon, 1996)
Segundo o DSMIV os critérios para o diagnóstico são: •Critério A - Evacuação repetida de fezes em locais inadequados (por ex., roupas ou chão), seja voluntário ou involuntário; •Critério B - O evento deve ocorrer pelo menos uma vez por mês por no mínimo 3 meses; •Critério C - A idade cronológica da criança deve ser de pelo menos 4 anos (ou, para crianças com atrasos no desenvolvimento, uma idade mental mínima de 4 anos); •Critério D - A incontinência fecal não deve ser devido exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., laxantes) ou a uma condição médica geral, exceto através de um mecanismo envolvendo obstipação.
A encoprese já definida claramente, temos também que classifica-la em:
Primária – ausência de controle, ou seja, a criança nunca adquiriu o controle voluntário dos mecanismos de evacuação; Secundária – perda de controle, ou seja, a criança chegou a desenvolver o controle voluntário dos mecanismos de evacuação, então ocorre a regressão.
Há dois subtipos importantes: Retentiva – conseqüência da constipação crônica com incontinência por transbordamento; Não retentiva - refere-se a sujidade inadequada, sem evidência de prisão de ventre e retenção fecal. Uma causa orgânica para a encoprese não retentivo raramente é identificado. A avaliação médica é geralmente normal, e sinais de constipação são visivelmente ausente.
Aproximadamente 80-95% das crianças com encoprese têm uma história de constipação ou evacuações dolorosas. Os restantes 50-20% tem encoprese não retentivo, no entanto, muitas destas crianças têm uma história remota de constipação ou defecação dolorosa ou demonstram evacuação incompleta durante a defecação ao exame físico ou a avaliação radiográfica.
Muitas vezes, a encoprese é acompanhada por algum grau de desordem das emoções ou comportamento. Não é clara a linha de separação que acompanha uma desordem de emoções e distúrbios comportamentais. Estudos sugerem que a maioria das dificuldades comportamentais associadas com encoprese pode ter a encoprese como resultado e não a causa.
A criança com encoprese frequentemente sente vergonha e pode ter o desejo de evitar situações (por ex., acampamentos ou escola) que poderiam provocar embaraços. O grau de prejuízo está relacionado ao efeito sobre a auto-estima da criança, seu grau de ostracismo social por seus companheiros e raiva, punição e rejeição por parte dos responsáveis por seus cuidados. O fato de a criança sujar-se com fezes pode ser deliberado ou acidental, resultando de sua tentativa de limpar ou esconder as fezes evacuadas involuntariamente. Quando a incontinência é claramente deliberada, características de Transtorno Desafiador Opositivo ou Transtorno da Conduta também podem estar presentes. Muitas crianças com encoprese também têm enurese.
O treinamento inadequado e inconsistente do controle esfincteriano e o estresse psicossocial (por ex., ingresso na escola ou o nascimento de um irmão) podem ser fatores predisponentes.
A encoprese pode persistir com exacerbações intermitentes por anos, mas raramente se torna crônica.
Algumas causas: - Predisposição física ineficiente para a função intestinal e motilidade - Tratamento prolongado com laxantes e supositórios. - Fissuras anais. - Prisão de ventre. - Pacientes com dietas de partida para a constipação constipação. - Causas de origem emocional. - Comum em crianças com autismo ou graves distúrbios emocionais.
A criança pode perceber a evacuação como uma experiência negativa e segurar as fezes por medo das conseqüências do resultado sujo e, como conseqüência, serão retidos resultando em encoprese.
Em qualquer idade, estresse psicossocial ou doença pode determinar a regressão do controle intestinal ou uma mudança nos hábitos intestinais que podem melhorar a encoprese.
Encoprese é mais comum durante o dia que à noite.
O sucesso do tratamento da encoprese requer uma combinação de terapia médica, intervenção nutricional e intervenção terapia comportamental.
A psicoterapia ajudará a criança a lidar com os sentimentos associados de vergonha, culpa, isolamento, baixa auto-estima.
Pensar que é um problema temporário pode levar a complicar o quadro.
Postado por: Simone Barbosa Pasquini no endereço: http://psicoterapiacomportamentalinfantil.blogspot.com.br/2011/07/vamos-falar-de-encoprese-infantil.html. Acesso: 26 ago. 2013.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Discutindo sobre o AEE

Discutir sobre o Atendimento Educacional Especializado/AEE em tempos de convulsões sociais é reivindicar o cumprimento, a realização de melhores serviços garantidos por leis que regem o funcionamento da sociedade atual. O AEE chega a ser um tema atual e necessário de conhecermos melhor para não omitir ou negarmos à população acadêmica como assim o faz alguns poderes públicos, atropelando a própria legislação em vigência no decorrer das últimas três décadas. Compreendemos o AEE enquanto processo realizado a partir da Sala de Recursos Multifuncionais/SRM capaz de conduzir o professor a realizar práticas diferenciadas no contexto da educação inclusiva contribuindo para um maior e melhor desempenho do aluno junto aos demais profissionais envolvidos no processo de inclusão. Processo que perpassa todos os níveis de aprendizagem conforme as necessidades de cada pessoa, considerando suas especificidades e potencialidades na/para a construção do saber, garantindo o “aprendizado ao longo de toda a vida”, como preconiza o Decreto nº 6.711/2011, artigo 1º, inciso I (BRASIL, 2011). Neste sentido, o papel do professor do AEE na escola é de fundamental importância quando se trata de oferecer suporte aos discentes e docentes de sala de aula, da escola, bem como, a toda a comunidade escolar. Sabemos que o serviço desenvolvido na SRM não visualiza apenas o que já é feito em sala de aula, mas algo que venha a somar, a contribuir para a eliminação de obstáculos e barreiras que impactam na aprendizagem dos alunos. Para isso, a utilização do estudo de caso (através da coleta de dados, informações, etc.) se configura como ferramenta eficaz, de grande importância para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE pelo fato de traçar um perfil da pessoa, suas especificidades, potencialidades, o que conseguem ou não realizar em sala de aula, em casa ou no laser (afazeres domésticos, atividades de vida diária, etc.) alcançando um dos objetivos do Atendimento Educacional Especializado: “fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem” (art. 3º, inciso III, Decreto nº 6.711/2011). Ações que deverão estar contempladas no Plano de Atendimento Educacional Especializado aonde será traçado estratégias pedagógicas conforme a necessidade de cada pessoa, buscando desenvolver atividades, metodologias que contribua para fazê-lo avançar na aprendizagem, socialização, formação humana, etc., inerentes a todo ser capaz de pensar, refletir, observar o próprio mundo e transformá-lo num mundo melhor. No entanto, é através da coleta de dados, no estudo de caso, que se desenvolvem as estratégias de atuação, de atendimento a ser utilizado com/para cada sujeito envolvido no processo de AEE. Portanto, a atuação do professor do AEE na escola, na sala de recurso multifuncional, o estudo de caso e o plano de AEE devem acontecer de forma prática e de acordo com cada realidade no chão da escola e no contexto da educação inclusiva. Josenildo Pereira da Silva

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Autoavaliação ou auto-avaliação?

A forma correta de escrita da palavra é autoavaliação. A palavra auto-avaliação passou a estar errada desde a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, em janeiro de 2009. Devemos utilizar o substantivo feminino autoavaliação sempre que quisermos referir a uma avaliação do próprio, ou seja, uma avaliação feita pela própria pessoa que está a ser avaliada. Exemplos: Você deverá entregar sua autoavaliação ainda hoje. Todos os alunos procederão à sua autoavaliação no final da formação O professor não fez nenhum comentário sobre minha autoavaliação. Autoavaliação é uma palavra formada a partir de derivação prefixal, ou seja, é acrescentado um prefixo a uma palavra já existente, alterando o sentido da mesma. Neste caso temos o prefixo auto mais o substantivo avaliação: auto- + avaliação. Auto é um prefixo com origem na palavra grega autós e significar si mesmo, si próprio. A palavra auto pode ser também a forma abreviada da palavra automóvel. Segundo o Novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor em janeiro de 2009, se utiliza o hífen quando o prefixo termina com a mesma letra que começa a segunda palavra ou quando a segunda palavra começa com h. Exemplos: auto-observação, auto-higiene, ... Em todas as outras situações, o prefixo é escrito junto à palavra já existente. Exemplos: autoavaliação, autoajuda, autoimagem, autoescola,... Salienta-se que nas formações em que o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com as consoantes r ou s, estas consoantes deverão ser duplicadas. Exemplos: autorretrato, autorreflexão, autossuficiência, autossugestão,... Saiba mais, acesse dúvidas de português - Dicio, o Dicionário Online de Português. Disponível em: http://duvidas.dicio.com.br/autoavaliacao-ou-auto-avaliacao/.